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September 10, 2019

Café com Escrita

Com arte e aquele foi liminarmente após compreendido e captado … Suspiro!

Que eles ousaram o desafio.
Preso só por um fio.
Eles viam, mas não reparavam.
Excitante e algo eloquentemente passado por um olhar de compreensão e eis que o brilho do olhar, fazia naquele sítio que se consumia e falava e já estava presente o café.
O escritor é aquele de que nada depende, porém tudo precisa e faz com que o último suspiro de necessidade, se embata naquilo que não tem, mas faz com que sofrer mais necessita para alimentar o seu desejo do nunca concluído…
…Então uma voz feminina escutava-se a menina e um olhar leve mas profundamente enigmático, como podia estar ali?!, e toda a gente sentir mas ninguém dava por ele, pois encerra o que o pensamento lhe dizia, assim florescia o que um dia questionavam acerca da sanidade ou da suposta loucura de ser louco, ele não tem, mas quer sempre mais, sofre nas palavras, escrevia mas não dizia que existia aquele ser em que viam a escrever e ler e depois comentavam: “ele” sim ele escreve e não pára, como fazê-lo parar de escrever, só um louco é escreve tudo, e de um modo mudo sabia em que ponto do mundo iria tapar…
Este senão conhecido e entre-conhecido condenado.
A caneta mais estimada era um ápice, tudo suscita vontade de ouvir, mas como já divulgado, mas nunca escrito é que uma asneira é sempre uma forma feia de pôr álcool na ferida, todas as esfarrapa-delas dele nunca omitidas pois deixam marcam entre elas.
Tinha uma simples caneta, que fascinante, era tão só acutilante, como uma forma de sentir a dor afiada pela lâmina mais eficaz, o corte dilacerante do bico da caneta… e a tinta sempre infinita e comedida mente vendo que informavam quem não tinha direito extremo que ele passava, é de loucos, como andam as pessoas a descansar , sempre porque o outro fala, e respondesse normalmente ao que se quer, tudo abaixo da simples necessidade de olá, como estás e tchau.
E a questão era que ele escrevia e não temia fosse o que fosse daquilo que só quer. Mas como de tudo dependia e se pensava que a melhor arma a infinita e unificante forma de uma ciência das letras que formavam frases de encanto e sempre como descontente se transformava.
Ele compendia e usufruía no sequioso, então a conversa era, não sei falar, desculpe mas se quiser tenho um livro para lhe mostrar, é que tenho escrito o que muitos pensam e pelo que têm dito, ninguém leu ou até mesmo compreendeu, que daquela cabeça ia sair fumo mais negro, que não é simples essa palavra, quebrado, transforma e eis de que de uma forma simplista ele dizia a hora, e ouvia-se “ou ele aqui”, todos os que não lerem, mas uma vez mostrada a sapiência da escrita que alguém se dedicou a ler e compreendeu alguém que nunca leu, empenhava-se e diziam, ai o gajo escreve, ouvia-se mais uma vez “respeito”. No entanto o respeito pelo escritor é só se quiser saber quem é ele ou se ficar com a ideia aí ele escreve?
Nada se dizia, e eis que para pôr fim diziam “ó amigo”, já a mim o “café do escritor”, cá para mim arrisca miúdo. Um café, uma pausa, um pedido confidencial e um gesto um pouco surpreso, no entanto ele ia escrevendo e como que alguém pode escrever sem ter de ler e escrever à velocidade do pensamento … ( continua)
O outro dizia é o coração, mas essas dores são aquelas que nunca sentimos e jamais as esquecemos.
O homem dirigiu-se a mim e disse: veja lá, é o que posso e um palito saltitante entre os dentes e um piscar de olhar, um pouco maroto e onde se perguntava, o que ele fazia e dizia, e o simples, o só, o papel e a caneta e sobre a mesa um desejado café e o seu respectivo copo de água da torneira.
Que só sabia o que escrevia só quando lhe convinha. No entanto todas lhe auscultavam a mesma doçura, é esquisito, o rapaz é esquisito, ou seja, ele passa-se.
Como é isso do passa-se sem sair da sua, meramente escrito.
Alguém ouviu falar no moço?
Eu falo dele mas é importante ver que ele não fala ou pouco, fala de si quanto mais ele falar dos outros.
Trata-se da doença da sociedade de estar e alguém quer sempre acrescentar, olhe desculpe, mas não o conheço.
E o homem sim que era homem vivido pela marginalidade, é assim que encaro todos os seres que se rendem e nunca lutam pela vida, pela forma de pôr à margem ou estar sobre a margem de um rio em que nada flutua.
Era assim aquele café do escritor, onde a sua dor se almejava a um troco nunca devolvido.
Quer dizer, parecia que ele cortava nas contas, encontrava quem nele se lia e um ponto, um conto, uma história inventada, uma palavra ouvida, na escrita por muitas muitas letras, formava muitas palavras.
Concluindo ele queria mas mais uma vez não queria, assim é como vejo o escrito ou o poeta que se expressa quer e não quer, isto é quer tudo e não quer nada, um puxa o outro amarra e ele solta-se, a tinta que eles viam que ele escrevia em seu caderno o que ninguém lia, e ele cantava, ouvia, escrevia, como se mais nada houvesse.

 

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